v. 2 n. 3 (2024): ALDEIAS REXISTEM
ISSN: 2965-0305
A Revista Tapuia segue organizando-se como um espaço de divulgação e construção de filosofias contracoloniais e libertárias. Neste momento, em que estamos realizando na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) nosso primeiro encontro de auto-formação, lançamos nosso terceiro número, ao mesmo tempo que a Universidade Pluriétnica Indígena Aldeia Maracanã sofre mais uma ameaça da remoção pelo estado. Dedicamos esta publicação à luta da aldeia, que segue sendo em ato uma outra forma de vida em meio à urbanidade tóxica. Nestes quase 20 anos de re-existência, a aldeia tem não apenas atuado como laboratório de resistências, mas tem produzido e difundido saberes ancestrais dos povos originários, com cursos de línguas; oficinas de artes indígena; rodas de conversa sobre matriarcado ancestral; medicinas da floresta; contações de histórias; okanomias; indigenizações; etc..., constituindo exemplos e práticas contracoloniais em maneiras deadiar o fim do mundo. A aldeia é devir indígenana cidade, criando condições de autonomia e devires-outros,quebrando o asfalto, destituindo estruturas, estabelecendo outras temporalidades, retomando ancestralidades. Nossa publicação manifesta aqui apoio incondicional à Aldeia Maracanã, tudo que ela inspira e à sua cosmovisão, que acreditamos também difundir por meio dos artigos aqui publicados.